Quanto mais caro o dólar, melhor para importar diretamente

Quanto mais caro o dólar, melhor para importar IBSolutions

É em tempo de crises que as pessoas se movem. As empresas também funcionam nessa mesma dinâmica. O dólar em alta não chega a ser uma crise por si só, mas pode gerar muitas dores de cabeça para as empresas que dependem diretamente ou indiretamente de matérias-primas, produtos intermediários e produtos acabados que são importados.

A matemática é simples.

As contas mais altas de importação que são os valores pagos para o fornecedor, impostos e frete internacional (apesar do frete rodoviário, que é orçado em reais, ser muitas vezes mais caro que o internacional) são baseados em moeda estrangeira como dólar, euro e libra.

Sendo assim, uma dívida de US$100 mil dólares, alguns meses atrás, o dólar valendo 3,30, era paga com mais ou menos R$ 330 mil. Enquanto nos últimos dias, com dólar valendo R$ 3,70, a mesma dívida de US$ 100 mil será paga com, ao menos, R$ 370 mil.

[quote align=”center” color=”#999999″]Nem sempre o repasse de custos é possível, nesse sentido a indústria importadora é obrigada a absorver os custos adicionais de importação. Por consequência, isso reduzirá a margem de lucro líquido de suas operações.[/quote]


Reagem melhor nesse cenário as empresas que já importam e de forma direta. A importação direta é aquela realizada diretamente pelo Radar da empresa/indústria, sem intermediários como, por exemplo, trading companies. Isso ocorre, pois além de maior controle na operação, o importador tem em suas mãos as seguintes opções:

  • Renegociação dos valores FOB (mercadoria) com o(s) fornecedor(es) atual(is);
  • Busca de novos fornecedores que queiram entrar no mercado brasileiro;
  • Busca de novos fornecedores que deixaram de exportar para o Brasil com o dólar mais alto;
  • Planejamento de suas importações reduzindo custos logísticos e diluindo custos fixos na importação (custos que não variam com o valor da mercadoria – Exemplos: despachante, frete internacional, taxas entre outros);     
  • Consolidação de carga, unindo produtos de fornecedores diferentes;
  • Utilização de Regimes Aduaneiros Especiais como, por exemplo, Entreposto Aduaneiro que permitirá que o importador aguarde um momento mais propício do dólar para realizar o desembaraço aduaneiro.

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Quanto mais caro o dólar, melhor para importar diretamente

A questão toda está baseada no ângulo que iremos utilizar para enxergar esse cenário de alta de dólar. Pela lógica, o aumento do dólar é para a maioria um cenário negativo que traz apenas o aumento de custos e muito possivelmente a parada nas importações. Esquecem que se deixarem de importar diretamente, provavelmente terão outros problemas que a importação indireta traz podem surgir, como, por exemplo:

  1. Aumento dos prazos de entrega;
  2. Falta de padronização dos produtos;
  3. E, o repasse futuro do aumento do dólar (se não voltar aos patamares anteriores).

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Por outro lado, há empresas, com visão mais estratégica e de longo prazo, que vislumbram nesses momentos de oscilação de moeda estrangeira, grandes oportunidades.

[quote align=”center” color=”#999999″]A pergunta principal é: quando a moeda estabilizar como você vai querer que sua empresa esteja posicionada? Em uma condição melhor ou pior?[/quote]

É necessário questionar-se, indagar, buscar e quebrar paradigmas, para descobrir as oportunidades escondidas por trás das oscilações cambiais.

Autor:

Mário Lopes

Diretor da empresa IBSolutions Soluções em Comércio Internacional

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