Erros ao praticar o Comércio Exterior IBSolutions (2)

Como já abordado, na publicação Erros ao praticar o Comércio Exterior – parte 1, se o assunto é Comércio Exterior a falta de experiências e conhecimento sobre a área pode ser um problema. São comuns os erros ao realizar os pagamentos sem observar os procedimentos a serem seguidos, não negociar considerando pontos importantes sobre a qualidade dos produtos e condições de pagamento. Abaixo estão mais 5 erros ao praticar o Comércio Exterior.

Erros ao praticar o Comércio Exterior

5. Fazer pagamento em espécie ao fornecedor em viagem internacional

O importador ansioso, em uma viagem de negócios internacionais, aproveitando da disponibilidade de dinheiro em espécie, realiza o pagamento ao fornecedor em feira ou na visita à fábrica. Muitas vezes a intenção não foi de obter vantagem na redução dos valores mencionados no documento de embarque, mas é por simples comodidade do momento.

Caso isso aconteça, todo o registro do processo de importação deverá seguir instruções específicas, até mesmo com a utilização da opção SEM COBERTURA CAMBIAL.

Recomendação IBSolutions

Faça o pagamento em espécie apenas para situações que envolvam pequenos montantes, por exemplo, se a finalidade for para amostras. Nunca faça o pagamento em espécie para importações formais (aquelas com registro no Siscomex – sistema da Receita Federal). Lembrando que o viajante brasileiro só pode portar o valor máximo de US$ 10 mil em espécie.

6. Fazer pagamento em moeda diferente da negociada

São poucas a moedas conversíveis no mundo, ou seja, aquelas aceitas globalmente. O dólar, euro e libra são algumas delas. Em algumas situações, por inexperiência ou descuido do importador e do fornecedor, acabam mencionado uma moeda diferente da negociada, nos documentos que instruirão o fechamento de câmbio no banco (pagamento ao fornecedor).

Recomendação IBSolutions

Sempre faça uma dupla conferência de todas as informações nos documentos de fechamento de câmbio (Pro-forma ou Invoice), antes de efetivar o pagamento. Confira o extrato de sua conta quando do débito dos valores para que não tenha surpresas negativas.

7. Não negociar taxa de câmbio com banco

A maioria dos processos de importação demandará o pagamento de fornecedores no exterior. Essa operação é feita via banco ou casa de câmbio. Para cada remessa, o banco cobrará um valor fixo por contrato de câmbio, que é o documento que oficializa o envio de moedas para o exterior. O importador por não ter muita familiaridade com a operação, acaba aceitando as taxas passadas pelo banco, o que resulta é um custo fixo alto para os processos de importação, principalmente para embarques de pequenos valores.

Recomendação IBSolutions

Utilize as operações de importação como fechamento de câmbio e financiamento de importação como uma moeda de troca com o banco. Para o gerente de sua conta, assim como o gerente internacional, é importante vender esse tipo de serviço para bater as “metas de venda”. Portanto, barganhe melhores valores. Na pior das hipóteses, faça a operação por uma casa de câmbio que cobrará algo em torno de US$ 40,00.

8. Fazer duas remessas ao fornecedor em pouco espaço de tempo

Em algumas importações com prazo de produção e valor de mercadorias é baixo (aproximadamente, de 7 a 15 dias) e a forma de pagamento com uma parcela antecipada (antes da produção) e outra à vista (quando a mercadoria estiver pronta), o importador precisa se perguntar se vale a pena fazer dois pagamentos ao fornecedor, carregando o custo de dois contratos de câmbio, ou se faz uma única remessa, diminuindo o custo pela metade.

Recomendação IBSolutions

Tome uma decisão levando em consideração a disponibilidade de caixa e a variação da moeda estrangeira. Caso tenha caixa disponível e a não haja uma perspectiva de variação brusca da moeda estrangeira para as próximas semanas, faça uma única remessa. Caso contrário, aguarde o melhor momento para fazer os pagamentos.

9. Não fazer inspeção de embarque

Ainda nos dias de hoje há casos de importadores que são surpreendidos pela diferença de qualidade ou quantidade dos produtos recebidos do exterior. Muitas vezes por desconhecimento, falta de indicação da necessidade de contratação do serviço pelo prestador de serviço (despachante aduaneiro/Trading Company), excesso de confiança no fornecedor ou por simplesmente querer evitar um custo extra, o importador toma a decisão de embarcar as mercadorias sem uma verificação prévia ao embarque.

Note que nesses casos, apenas o bom senso do fornecedor poderá resolver o problema do importador. O seguro internacional não cobrirá esse tipo de situação.

Recomendação IBSolutions

Para as primeiras compras com novos fornecedores, importação de produtos com especificações técnicas bem definidas e para novos produtos, recomenda-se a utilização de uma inspeção prévia ao embarque. Ela pode ser feita por profissional liberal, empresa brasileira localizada no país de origem e por empresa de reconhecimento internacional como, por exemplo, SGS e Bureau Veritas. O valor do serviço muitas vezes é apenas um percentual do total envolvido na importação. Vale a pena a fim de ter uma segurança adicional sobre a operação.

10. Achar que carta de crédito garante o recebimento de mercadorias e de pagamento

Uma das grandes armadilhas de um processo de compra e venda internacional é achar que a utilização de Carta de Crédito (L/C) garante o recebimento de mercadorias e de pagamento. O banco cuida apenas de documentos, não tendo contato com as mercadorias. Caso o exportador apresente os documentos de acordo com as condições solicitadas pela Carta de Crédito, o banco será obrigado a pagá-lo (à vista ou a prazo, de acordo com o negociado). Portanto, em um processo de Carta de Crédito é essencial que tanto o importador quanto o exportador incluam cláusulas que lhes deem mais garantias no processo.

Recomendação IBSolutions

Em todo processo com Carta de Crédito o exportador deve verificar se consegue cumprir com todas exigências, inclusive documental para que possa receber o pagamento em boa ordem. Por sua vez, para que o importador possa receber as mercadorias na quantidade e qualidade negociada, deverá incluir uma cláusula de inspeção pré-embarque. Uma empresa de reconhecimento internacional (SGS, Cotecna e Bureau Veritas são alguns exemplos), deverá ser contratada para efetuar o serviço.

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