Erros ao praticar o Comércio Exterior IBSolutions (1)

Se o assunto é Comércio Exterior a falta de experiências e conhecimento sobre a área pode ser um problema. São comuns os erros ao praticar o Comércio Exterior, por exemplo, a barganha excessiva, importar produtos sem realizar pesquisa de mercado, realizar os pagamentos sem observar os procedimentos a serem seguidos. Abaixo estão detalhados e comentados 4 erros ao praticar o Comércio Exterior.

Erros ao praticar o Comércio Exterior

1. Barganhar preços menores com os fornecedores

Em busca do aumento da competitividade das importações, as empresas buscam barganhar melhores preços com seus fornecedores e acabam não levando em consideração a questão da qualidade dos produtos. Como diz o mercado, “chinês faz qualquer negócio”. Peça e terá. Contudo, é necessário ter cuidado com a barganha de preços na importação. A redução de custo pode vir junto com a baixa da qualidade.

Como exemplo, podemos citar o caso de uma empresa importadora de corrente transportadora que se surpreendeu ao receber um lote de produtos com baixa qualidade, após um pedido de redução de 30% do valor FOB. O principal componente que indica a vida útil do produto (e, por consequência, o mais caro na composição do custo para o fornecedor), foi mudado.

Outros exemplos:

Produtos de aço – mudança da composição do aço

Rolamento – mudança do material e da graxa

Fio de cobre e alumínio – impurezas na composição

Recomendação IBSolutions

Negocie a redução e custo baseado em um plano de importação. Coloque na mesa de negociação o potencial de compras nos próximos 12 a 18 meses (intenção e compra) e solicite melhores condições de preços. Certifique-se sobre a qualidade do produto, incluindo na operação uma inspeção antes do embarque, se necessário (atentar ao custo não ficar mais que a redução negociada).

2. Importar produtos baseado na escassez de importadores – oportunidade ou armadilha

Muitos empresários e empreendedores são seduzidos por “grandes oportunidades” de importação de produtos com poucos players no mercado. Como exemplo, podemos citar o caso do papel A4. Esse é um mercado dominado por poucas empresas no mundo. Ao se deparar com uma situação dessa maneira, é necessário se perguntar se está diante de uma oportunidade ou de uma armadilha.

Os grandes players podem dominar o mercado e com um simples movimento estratégico de mudança de preços, acabam com qualquer concorrência. A viabilidade da importação de um produto deve levar em consideração aspectos mais amplos de um plano de negócio, passando por uma pesquisa detalhado de mercado e de possíveis barreiras para entrada de novos players.

Outros exemplos

Commodities

Produtos com controles específicos de órgãos governamentais

Produtos químicos

Recomendação IBSolutions

Visite os locais de vendas dos produtos que deseja importar e verifique na marcação do produto a origem e fabricante. Busque na internet o contato de câmaras de comércio ou embaixadas (de acordo com os países de origem indicados na embalagem) que possam ajudar no contato com potenciais fornecedores desses produtos. Se possuir o contato de pessoas que trabalham com o produto, pergunte quantos novos fabricantes ou importadores os visitam por mês para oferecer os produtos e em quais condições.

3. Fazer pagamento por empresa diferente ou pessoa física

Antes mesmo de ter uma empresa estabelecida ou a habilitação para a importação, o Radar, aspirantes a importadores se antecipam e acabam fazendo o pagamento ao fornecedor por empresa diferente da que importará ou até mesmo por meio de pessoa física. Apesar da legislação de câmbio prever algumas situações sem a necessidade de controle estrito da questão cambial, é recomendável que o importador aguarde a empresa estar estabelecida com o Radar ativo para poder fazer o pagamento ao seu fornecedor.

Lembrando que a empresa poderá pagar o fornecedor por meio de contrato de câmbio, normalmente por meio do banco ou casa de câmbio, ou por cartão de crédito. Nesse último caso, deverá ser um cartão corporativo em nome de pessoa física.

Recomendação IBSolutions

Contate o seu gerente de conta e peça que o conecte com o gerente de negócios internacionais, para saber as condições em que sua empresa poderá fazer a operação de pagamento ao exterior. Como opção, há as casas de câmbio que acabam sendo facilitadoras da operação, com taxas atrativas e menos burocracia no atendimento do dia-a-dia.

4. Fazer pagamento sem Radar ativo

O Radar, que á a habitação de importação e exportação, está entre as primeiras ações que a empresa deve tomar se deseja iniciar as operações de importação. Sem o Radar a futura empresa importadora consegue fazer o pagamento ao seu fornecedor, já que o banco não exige o Radar para fazer a operação. Nesse caso de pagamento antes de ter o Radar ativo, se por algum motivo a Receita Federal não o conceder, a empresa deverá optar por outros meios como a utilização de outra empresa ou Trading Company. Contudo, como o pagamento já foi realizado por outra empresa, dificuldades futuras podem surgir com o banco e demais órgãos anuentes do Comércio Exterior Brasileiro.

Recomendação IBSolutions

Faça um planejamento de importação, incluindo a atividade de solicitação de Radar logo após a visualização da viabilidade de importação, porém antes de fechar negócio com fornecedores no exterior. O tempo para aguardar o deferimento do Radar pode variar de alguns dias (Radar Expresso) para algumas semanas ou meses (Radar Limitado e Ilimitado). Portanto, planejamento é essencial.

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