A importação é um processo que demanda planejamento, conhecimento e tempo por parte das empresas que pretendem participar do mercado global. Antes de importar as empresas necessitam responder algumas perguntas. Por isso, elaboramos 4 perguntas essenciais a serem respondidas antes de importar.

Você deve se questionar sobre diversos assuntos a respeito da importação. Mas sempre tenha em mente que é necessário definir uma estratégia e colocá-la em prática.

Por isso, te ajudamos a organizar seus pensamentos e direcioná-los para o que realmente importa.

As 4 perguntas essenciais são:

  • Como importar?
  • O que importar?
  • Quanto custo importar?
  • Vale a pena importar?

Confira abaixo a respostas para as 4 perguntas essenciais a serem respondidas antes de importar que te guiarão no processo de importação.

Como importar?

Para que possam importar, as empresas no Brasil devem solicitar o RADAR (Registro e Rastreamento de Atuação dos Intervenientes Aduaneiros), junto à Receita Federal. Com base nos dados da empresa (pagamento de impostos e documentos de constituição), é feita uma análise de capacidade econômica. A partir desta análise, a Receita Federal poderá conceder ou não a habilitação para a importação. São 3 as categorias:

 

  • Expressa – pessoa jurídica que pretenda realizar operações de exportação, sem limite de valores, e de importação, com limite de US$ 50.000,00 semestrais (submodalidade Expressa 50 mil);
  • Limitada – pessoa jurídica cuja capacidade financeira comporte realizar operações de importação cuja soma dos valores, em cada período consecutivo de 6 (seis) meses, seja superior a US$ 50.000,00 (cinquenta mil dólares dos Estados Unidos da América) e igual ou inferior a US$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil dólares dos Estados Unidos da América); ou
  • Ilimitada – pessoa jurídica com capacidade financeira que permita realizar operações de importação cuja soma dos valores seja superior a US$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil dólares dos Estados Unidos da América);

Fonte: Receita Federal

 

Ainda há a opção de não utilização de Radar nas importações realizadas por pessoa jurídica por meio de remessas internacionais expressas, aquelas feitas de porta a porta por empresas como Fedex, DHL e UPS.

 

O que importar?

Muitas empresas se perguntam o que importar. Afinal, qual produto vale a pena importar? Na realidade a primeira coisa que o empresário tem que considerar é se no segmento de atuação da empresa, ou seja, dentro de seu campo de conhecimento, quais são os produtos que podem agregar ao seu canal de vendas/distribuição já existente.

Há oportunidades de melhoria dos produtos através de compra em terceiros países com novas tecnologias, com melhores preços ou condições de pagamento diferenciado?

Ao mesmo tempo, se o importador trabahar muito bem um planejamento, é possível chamar a atenção de potenciais fornecedores que queiram entrar no Brasil em forma de parceira. Nesses casos, normalmente o fornecedor oferece condições diferenciadas para a negociação, tais como: prazo para pagamento após a chegada da mercadoria no Brasil, envio de estoque em consignação e tabela de preços de distribuidor (em média com 30% a 40% de desconto).

Outro aspecto que define o produto mais adequado a ser importado é o tratamento administrativo que traz o procedimento e qual órgão irá fiscalizar a mercadoria além da Receita Federal.

Certifique-se de o produto a ser importado necessita ou não de certificação, licença de importação (solitação de importação ao Governo brasileiro) e até mesmo cadastro do fornecedor e importador nos órgãos competentes como Ministério da Agricultura, Anvisa e Inmetro.

Produtos como remédios e cosméticos necessitam de análise da Anvisa, assim como alimentos e bebidas do Ministério da Agricultura.

 

Quanto custa o produto importado?

Há no mercado um paradigma que para ter o custo do produto importado basta multiplicar o valor das mercadorias por 4 (2 vezes referente aos custos e 2 vezes referente ao dólar). Este cálculo raramente funciona. Para que possamos ter um cenário mais próximo da realidade é preciso levantar as seguintes informações:

  • Quantidade a ser importada;
  • Origem e destino.
  • Peso bruto e medidas;
  • Classificação fiscal (NCM) para fins de pagamento de impostos.
  • Valor das mercadorias (FOB).

4 perguntas essenciais a serem respondidas antes de importar

custo final de importação será influenciado diretamente pela quantidade, tipo de modal, classificação fiscal e logística utilizada na importação. É importante também destacar que a variação das moedas estrangeiras poderá influenciar positiva ou negativamente o custo final em reais.

 

Simule cenários de custo de importação

Diferentes produtos com diferentes configurações de embarque (valor e tipo do produto, peso, medidas, origem e modal de transporte), resultam em uma grande variação dos custos de importação. Faça simulações de custos antes de importar, levando em consideração diferentes cenários de embarque (quantidade) e de variação de moeda (dólar).

Nesse estágio do seu projeto, conte com empresa espacializada como consultorias e profissionais liberais da área de comércio exterior. Peça para que enviem custos detalhados para que você faça uma análise detalhada e encontre a melhor configuração do embarque.

Tenha em mente que nas importações brasileiras o impacto dos custos com impostos é bem significativo e que algumas medidas de redução de custo na origem refletirão positivamnete no custo final de importação.

 

Vale a pena importar?

Para responder a esta pergunta, é preciso fazer uma análise de viabilidade de importação, levando em consideração não somente o custo final da importação, mas também outros aspectos como:

  • Análise dos dados dos produtos: classificação fiscal, necessidde de certificação e características técnicas;
  • Análise do macroambiente: análise do segmento, barreiras de entrada e de saída, ameaças e oportunidades;
  • Análise dos concorrentes – origens das importações dos concorrentes, produtos, valores e volumes importados;
  • Planejamento financeiro: fluxo de caixa da operação, financiamento, redução de custos fixos e portergação de pagamento de impostos;
  • Planejamento logístico: utilização de ferramentas logística na origem e destino, lote econômico e desembaraço em zona secundária;
  • Análise trinutária: impostos incidentes na importação, crédito de impostos e formação do preço final.

O resultado do cruzamento das informações acima indicará cenários e apontará caminhos que vão fazer com que o processo de tomada de decisão na importação se torne mais fácil e de forma natural.

 

Outros fatores a serem avaliados antes de importar

A decisão da importação vai além do custo. Outros fatores a serem avaliados são:

  • Aumento da qualidade dos produtos;
  • Aumento da base de fornecedores e diminuição da dependência de fornecedores do mercado interno;
  • Contato com novas tecnologias;
  • Aumento de flexibilidade de produção;
  • Diminuição de investimento em ativo fixo;
  • Resposta mais rápida às mudanças de exigências do mercado – maior flexibilidade;
  • Aumento da diverseficiação de produtos.

Sabemos como o processo de importação pode parecer complicado. Mas não deixe que essas perguntas criem obstáculos em sua mente, pois a importação traz muitas oportunidades no negócio, inclusive Redução de Custo.

Esperamos que essas 4 perguntas essenciais a serem respondidas antes de importar tenham lhe ajudado!

Lembre-se que ter uma equipe dedicada e uma estratégia do início ao fim é decisivo no comércio exterior.

Respondendo essas perguntas, você terá um ponto de início para levantar seu empreendimento. E ainda pode contar como apoio da IBSolutions para isso!

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